É mais ou menos isso que eu entendo quando leio uma reportagem como a da Zero Hora que você pode ler neste link antes de continuar a leitura do post.
Eu não tenho problema com americanos e nem com os Estados Unidos, além disso admiro muito o trabalho de diversas mães por lá. Acho que elas, de fato, estão em alguns passos bem mais adiantadas que as brasileiras. E isso se deve a diversos fatores, como um número muito maior de pessoas e mães conectadas a Internet. No entanto, como mãe, como blogueira e empreendedora digital, não posso deixar de dizer que fico um tanto chateada ao me deparar com uma reportagem dessas.
Por que você me pergunta?
Porque eu vivencio diariamente esse mundo da blogosfera materna. Passo realmente bastante tempo nesse meio e sei que há muitas mães blogueiras esforçadas, competentes e que, assim como eu, investem seu tempo, dinheiro e dedicação por aqui. Sei que existem mães blogueiras brasileiras que são referência no nosso meio para muitas outras. Então me pergunto porque essas mães não estão sendo focadas na mídia brasileira? Eu adoraria ler uma reportagem onde mostrassem as mães mais influentes da blogosfera materna brasileira e encontrar ali pessoas que eu conheço, que eu conheça o blog e descobrir porque essa mãe é a influente. É gente da minha gente, é vizinha, conhecida.
Ler uma reportagem como a da ZH também me faz pensar que, na verdade, os jornais trazem uma matéria do exterior, por não encontrarem no nosso meio esse tipo de resposta. Afinal, como medir quem são as mães blogueiras brasileiras mais influentes da web?
O Clube das mães e pais blogueiros veio para exercer esse papel. Ele tem o intuito de promover os blogs maternos na Rede, ajudando os blogs através de um conteúdo rico no blog do Clube, através do debate em fóruns e nos grupos do Clube.
Essa noticia da Zero Hora foi publicada em dezembro e no início de novembro lançamos aqui uma proposta de votação: quem são as mães blogueiras brasileiras mais influentes da web? As votações tem sido realizadas, mas para obtermos dados consistentes precisamos de um número de votações considerável.
Da mesma forma, o Clube se preocupou em fazer um Censo da blogosfera materna. Assim como um Censo normal, precisamos que a(o) blogueira(o) responda. O Censo nos ajudará a realizar cadastro dividido por temáticas (por isso a importância de você mesmo responder e dizer em qual tema se enquadra seu blog) que facilitará a procura de pessoas por determinados assuntos. Afinal, quantos blogs falando sobre amamentação existem? Sobre parto? Especializado em sling? Você sabe? Em quantos somos?
Eu me interesso pela blogosfera materna e principalmente pela blogosfera materna brasileira. Quero que os jornais e revistas deem noticias daqui, de você e minha, de quem faz acontecer a blogosfera no Brasil diariamente. E você?
As mães blogueiras brasileiras não são de nada? Para mim são sim, elas fazem e acontecem na blogosfera materna diariamente e é por isso que luto e me indigno aqui. Desejo ver esse espaço das mães ganharem frente na Internet brasileira e luto por isso. Sou a favor das mães blogueiras brasileiras e não contra, mas para a blogosfera materna se fortalecer precisamos nos mostrar e cooperar com projetos que mostrem isso. E aí, vamos responder o Censo e mostrar quantas somos e que temos voz?
Para responder ao Censo clique: CENSO
Para responder a mãe mais influente, clique: a mãe mais influente
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Não tinha visto a matéria do Zero Hora e adorei o seu post.
Já respondi ao censo. Vou responder ao mãe mais influente.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/
Eu acho que as mães blogueiras brasileiras (nós) ainda não tomamos a exata dimensão de nossa influência e do poder que isso nos dá enquanto cidadãs, consumidoras, mulheres de negócio… e dos benefícios (não só financeiros) que poderíamos obter com isso. Alguma coisa está mudando, nota-se, mas ainda temos muito que falar e fazer. Mas isso só vai acontecer quando a gente se unir e nos olharmos a nós mesmas como parceiras e não como concorrentes. Juntas somos mais fortes! Como na canção dos saltimbancos do Chico Buarque.
Renata, acho que você pegou bem o espírito. É preciso mais união e menos concorrência. Acredito que existe espaço para todas nesse meio. Nos EUA, pelo que leio nos blogs e livros, elas são muito mais unidas e se ajudam constantemente.
Daniela, entendo o seu sentimento de indignação, mas entendo também que o ZH apenas cita a pesquisa feita por um site americano, o Babble (Babble.com). Como quase nada desse gênero acontece no Brasil, eles divulgam o que tem mundo afora.
Como sou vizinha dos EUA, sei que por lá os blogs são levados a sério, muito mais que no Brasil. Aliás, tudo o que acontece na net tem um peso diferente para eles. Apenas como exemplo, certo dia eu estava em uma reunião de profissionais brasileiros aqui em Vancouver. Eles estavam falando sobre divulgação de trabalhos, contatos e etc. Um dos participantes fez o infeliz comentário: "Vocês não pensam em criar um blog, não é? Blog é inútil" . Essa é a diferença, a forma como levamos (ou não) a sério o que criamos na net. Claro que nem todos, mas falo dessa maioria que menospreza o sério trabalho de poucos(as).
Você já ouviu falar de Neil Pasricha? Ele é canadense e criou um blog , e desse blog nasceu o livro The "3 A's of Awesome" (muito interessante por sinal). Ele criou o blog por um hobbie, para ser uma distração por causa de um problema pessoal. O numero de visitantes foi tão grande que chamou primeiro a atenção da mídia Americana (não a Canadense). Ele foi parar no programa da Oprah. Caso você queira conhecer um pouco sobre o trabalho dele no blog, acesse http://www.ted.com/talks/neil_pasricha_the_3_a_s_of_awesome.html
e assista ao vídeo. Tem legenda em 31 línguas.
Percebes a diferença? Mas façamos a nossa parte.
Reconheço o seu esforço para fazer a diferença para muitos, não somente para você. Por isso a admiro.
Abraços,
Lila